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A moda e o comportamento

14 May

Comportamento e moda caminham juntos. Veja como um influencia o outro nos anos 60, 70, 80, 90 e 2000:

Anos 60

Nos anos 60, o comportamento e a moda sofreram uma super revolução. O Prêt-à-porter, que é a moda produzida em escala industrial, chega com tudo no Brasil, se destacando em dois estados da região sudeste: São Paulo e no Rio de Janeiro. Minissaias, visual espacial e o comecinho da moda hippie mostravam a insatisfação dos jovens com a participação dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã.

Anos 70

Depois do Festival de Woodstock, o movimento hippie ganha força total no resto do mundo. Pés descalços, roupas artesanais, patchwork, chinelinhos de couro, calça jeans boca de sino e uma sensação de liberdade, paz e amor. O movimento hippie é muito forte e dá uma base para a moda do psicodélico e do glam.


Anos 80

Você sabia que essa foi a década da formação de tribos? Cada um pertencia a uma tribo diferente, se envolvendo com o estilo e a ideologia de seus grupos. Foi a época dos punks, darks (góticos), new waves, minimalistas, yuppies, peruas e outros.

Anos 90

Nesta época, surgem novas tribos, como os clubbers, grunges, yetties, patricinhas e mauricinhos. A diferença é que eles começam a se misturar e se confundir visualmente, criando vários estilos num mesmo look. A falta de identidade passa a ser a própria identidade em si.


Anos 2000

Está tudo tão misturado que começa a existir a necessidade de uma certa diferenciação. Já não se sabe mais quem é quem, por isso, cada um passa a ser mais individualista. E como isso se reflete na moda? Cada indivíduo passa a ser seu próprio estilista. A customização se torna a grande tendência para o comecinho do século. Aqui, o estilo individual prevalece sobre a moda, que é totalmente coletiva.

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Os principais estilistas da história da moda

14 May

Conheça um pouco mais sobre a vida dos grandes nomes que fazem parte da história da moda:

André Courrèges

O designer de moda André Courrèges tinha um estilo puro e minimalista, que vinha da sua paixão pela arquitetura e pelo design (ele também era engenheiro civil), sempre presentes nas linhas retas de suas criações, algumas formas geométricas e seu senso artístico super apurado.

Na cabeça dele, a mulher do ano 2000 seria andrógina, vestida com roupas plásticas e metalizadas. Nos anos 60, ele criou roupas com materiais sintéticos, plásticos e cores metálicas e sua coleção chamada “space age” entrou para a história representando a revolução Courréges daquela década.

Balenciaga

Cristóbal Balenciaga era considerado o todo poderoso da alta-costura. O espanhol era um dos poucos estilistas que sabiam cortar e costurar maravilhosamente. Ele tinha linhas clássicas e brincava com proporções e cores, criando muitas silhuetas para a mulher.

Desde 1997, o francês Nicolas Ghesquière está no comando da criação da marca, que foi comprada pela Gucci no ano de 2001.

Chanel

A estilosa e elegante Gabrielle “Coco” Chanel revolucionou a década de 20. Chanel deu mais liberdade à mulher, tirando de cena os trajes desconrtáveis e super rígidos, muito usados no século 19.

Chanel deixou sua marca eterna na moda: a bolsa com alças de corrente, o colar de pérolas, o tailleur e o vestido preto serão para sempre símbolos de status e estilo. Seu perfume a tornou milionária. O Chanel N°5 foi criado em 1921 por Ernest Beaux. Chanel disse para Ernest que queria “Um perfume de mulher com cheiro de mulher”. No frasco art déco, o Chanel Nº5 foi o primeiro perfume a levar o nome de uma estilista.

O diretor da marca e estilista alemão Karl Lagerfeld, é, desde 1983, revitalizou o estilo clássico criado por Chanel.

Dior

Christian Dior modificou a forma de se vestir depois da Segunda Guerra Mundial e criou o estilo dos anos 50. Todos proporcionavam simplicidade e conforto e ele veio para revolucionar: propôs luxo e super feminilidade.

A grife de Chrstian Dior sobreviveu à  morte dele, em 1957, e permanece luxuosa e sofisticada. Desde 1997, John Galliano é o grande criador da marca.

No ano de 1947, Dior mostrou sua primeira coleção, chamada de New Look por uma redatora da revista Harper’s Bazaar americana. O New Look tinha saias que iam até os tornozelos, cinturas bem marcadas e ombros naturais. O modelo que se tornou o símbolo da coleção foi o “tailleur Bar”, um casaquinho de seda bege acinturado, ombros naturais e saia preta plissada quase nos tornozelos. Luvas, chapéu e sapatos de salto alto complementavam o look, sempre impecável. Os anos 50 foram marcados pelo glamour.

Em 1997, a boneca Barbie fez uma edição limitada e foi vestida com o “tailleur Bar”, de Dior.

Elsa Schiaparelli

A italiana Elsa Schiaparelli não criava somente roupas e acessórios, mas obras de luxo, que impressionavam e destacavam a mulher que as vestia. A estilista era conhecida como Schiap e viveu em Paris na década de 30. Trabalhou junto a Salvador Dalí em diversas criações, como o chapéu-sapato, a bolsa em formato de telefone, o tailleur com diversas bolsas em forma de gaveta e o vestido decorado com uma enorme lagosta.

Elsa tinha um estilo excêntrico e moderno e criou um tom de rosa eletrizante, que deu o nome de “shocking”, o conhecido rosa-choque.

Givenchy

Hubert de Givenchy tinha a elegância como marca nas suas criações. O francês foi reconhecido no mundo inteiro por seu trabalho refinado. Givenchy se aposentou em 1995 e o responsável pela criação da marca é o inglês Julien Macdonald, que substituiu Alexander MacQueen em 2001.

A eterna bonequinha de luxo Audrey Hepburn mostrava o ideal de glamour que Givenchy queria para seus modelitos. Era a mulher perfeita e elegante para usar suas criações e estava sempre linda.

Ele criou o guarda-roupa que vestiu Audrey no filme “Bonequinha de Luxo” e se tornou um exemplo de sofisticação.

Yves Saint Laurent

Saint Laurent é um dos maiores destaques da alta-costura do século 20. Com mais de 40 anos de carreira e cerca de 70 coleções, tem infinitos produtos que levam sua marca e são vendidos em todos os lugares do mundo. O estilista deixou o mundo da moda e apresentou seu último desfile em 2002, onde fez uma retrospectiva de suas criações.

O smoking feminino, que foi apresentado pela primeira vez em 1966, com uma blusa transparente e uma calça masculina, é a grande marca de Yves Saint Laurent. O traje passou a desfilar em todas as coleções dele. “Le smoking” indicava uma mudança na forma como as mulheres iriam se vestir e se comportar dali para a frente. A liberdade mostrada por Chanel ganhou força e poder com o novo traje, mostrando uma nova atitude feminina.